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Aqui estão bons motivos para você NÃO vir ao terreiro!

Sua visita é sempre bem-vinda pelos nossos médiuns e entidades; porém, tenha certeza de suas motivações e intenções antes de nos visitar para que possa vir com coração e mente abertos. Desta forma, terá uma chance única: a de ouvir e receber o que você precisa, ainda que não seja o que esperava ou desejava.

 

Ao longo dos anos, o TUEG tem acolhido pessoas de diferentes histórias, culturas e níveis de vivência espiritual. Muitas chegam com o coração aberto e dispostas a aprender. Outras, no entanto, se aproximam do terreiro carregando expectativas que não condizem com o fundamento da Umbanda. Isso não é motivo de julgamento, mas é motivo de esclarecimento.

 

A Umbanda é uma religião de orientação, responsabilidade e amadurecimento espiritual. Quando a intenção está desalinhada, a experiência no terreiro tende a frustrar, confundir ou até afastar a pessoa. Por isso, antes de atravessar a porteira espiritual, é importante refletir sobre as razões que levam alguém a buscar esse espaço sagrado.

 

Neste artigo, vamos listar e explicar motivos e expectativas a serem evitadas por quem tem a intenção de frequentar ao terreiro.

 

Vir ao terreiro esperando adivinhação ou previsão do futuro

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a entidade vai “adivinhar” a vida da pessoa. No TUEG, isso é constantemente esclarecido: Umbanda não é adivinhação. As entidades não estão ali para prever acontecimentos, revelar segredos ocultos ou antecipar decisões que cabem ao próprio indivíduo.

 

Os guias falam quando há algo a ser orientado, não quando há curiosidade a ser satisfeita. Muitas vezes, a entidade devolve a pergunta com outra pergunta, justamente para provocar reflexão. Quem espera respostas prontas costuma se frustrar, porque a Umbanda ensina caminhos, não entrega roteiros de vida.

 

Buscar o terreiro como solução mágica para todos os problemas

Outro motivo equivocado é procurar o terreiro como se ele fosse um lugar onde tudo se resolve sem esforço pessoal. No acervo do TUEG, isso aparece de forma recorrente nas falas das entidades: o passe ajuda, mas não substitui mudança de atitude. O banho auxilia, mas não anula escolhas repetidas. A orientação espiritual só funciona quando encontra compromisso.

 

A Umbanda não trabalha com milagres instantâneos. Ela trabalha com processos. Quem vem apenas para “resolver rápido” questões emocionais, profissionais ou familiares, sem disposição para rever comportamentos, dificilmente compreende o que está sendo oferecido.

 

Ir à gira apenas para “se limpar” de inveja ou mau olhado

Existe também a ideia equivocada de que a Umbanda funciona como uma lavanderia espiritual, onde basta passar por um descarrego para que tudo volte ao normal. No TUEG, esse entendimento é sempre revisto. A limpeza verdadeira começa na consciência.

 

As entidades ensinam que não adianta limpar o campo espiritual se a mente continua alimentando os mesmos padrões de pensamento, atitudes e relações. A espiritualidade auxilia, mas não faz o trabalho interno pelo outro. Quem busca apenas descarrego, sem reflexão, perde a essência do ensinamento.

 

Frequentar o terreiro como espetáculo ou entretenimento

Há quem vá ao terreiro para assistir à incorporação, observar as entidades, ouvir linguajar ou simplesmente “ver o que acontece”. Esse é um dos pontos mais sensíveis dentro da Umbanda. O terreiro é templo, não palco. Cada gesto é sagrado. Cada canto é reza. Cada silêncio também comunica.

 

Conversas paralelas, risos altos, desatenção ou postura inadequada interferem diretamente no campo espiritual e no trabalho das entidades. No TUEG, reforça-se constantemente que respeito não é formalidade, é fundamento. Quem busca espetáculo dificilmente entende a profundidade do que está sendo construído ali.

 

Esperar que a entidade diga apenas o que se quer ouvir

Outro motivo errado é buscar validação espiritual para decisões já tomadas. Muitas pessoas se frustram quando a entidade não concorda com suas escolhas ou aponta caminhos diferentes. No entanto, no entendimento da Umbanda, entidade não está ali para agradar, mas para orientar.

 

As broncas, os confrontos e os silêncios fazem parte do cuidado espiritual. Como ensinam os guias da casa, às vezes a lição vem firme, porque é amor que corrige. Quem não está disposto a ouvir o que precisa, e não apenas o que deseja, ainda não está pronto para esse tipo de orientação.

 

Quando, então, o terreiro faz sentido?

Segundo os fundamentos praticados no TUEG, o terreiro é para quem chega com humildade, fé e disposição para aprender. Para quem entende que espiritualidade não substitui responsabilidade, mas ajuda a desenvolvê-la. Para quem aceita que evolução exige tempo, escuta e compromisso.

 

A Umbanda não promete salvação. Ela oferece direção.

Não tira o desafio, mas fortalece para enfrentá-lo.

Não faz pelo outro, mas ensina como fazer consigo mesmo.

 

Por isso, sim, existem bons motivos para não vir ao terreiro. E reconhecê-los também é parte do amadurecimento espiritual. Quando a intenção muda, o olhar se amplia e o coração se abre, o terreiro deixa de ser apenas um lugar e passa a ser um caminho.

 
 
 

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